Friday, February 16, 2007

Galp Leixões or Galp Sines?

I found this photo of Galp Leixões anchored at "Mar da Palha", Lisbon, a few years ago. When I was scanning the picture a colleague asked me how could I be so sure that this was Galp Leixões and not her sister ship Galp Sines...

Although being sister ships, from this photo I can spot at least three differences that assures me of being Galp Leixões... anyone out there wants to try?

10 comments:

Miguel Vieira de Castro said...

A cor das escotilhas dos tanques é uma

Malheiro do Vale said...

Olá Miguel,

Uma já está. As escotilhas dos tanques do Galp Sines são pretas...

Vê lá se descobres as outras!

Abraço grande

Malheiro do Vale said...

Está a valer uma sardinhada na Estação de Pilotos de Viana... quando chegar o tempo delas...

Magueta said...

Este é o berdadeiro xasso !!! É mais xasso que o outro ...
Quando é que são as sardinhas ???
Bou de penetra ...

Malheiro do Vale said...

Magueta,

Estes dois navios farão sempre parte de qualquer "manual de história" da Marinha Mercante Portuguesa.

Foram construídos em Viana do Castelo (Portugal) para a Sacor Marítima (Portugal), tendo sempre arvorado a Bandeira Portuguesa, fosse no registo
convencional fosse no RINM. As suas tripulações foram sempre 100% Portuguesas.

Durante cerca de 25 anos asseguraram o transporte de produtos petrolíferos na costa Portuguesa, tendo servido de escola para várias gerações de Oficiais da Marinha Mercante.

O Galp Leixões tinha pintado na antepara de vante do casario o "Speedy Gonzalez". O Galp Sines tinha no mesmo sítio o "Charlie Brown"...(mas estas diferenças não contam para o quiz...)

Quanto à sardinhada estás desde já convidado, não te esqueças de pedir autorização do Tio Alberto João para te deslocares a Cuba!


Abraço

Malheiro do Vale said...

Uma está a meia nau, outra lá mais para vante...

Miguel Vieira de Castro said...

Sei que os respiradores são diferentes.
O Leixões ainda navega cá pois foi reactivado.
Passei muito rapidamente pelo Leixões, mas posso dizer que, as 2 últimas preparções que fiz para a docagem não forma nada fáceis, com os gasóleos de vácuo e os fueis de alta viscosidade.
No entanto no Leixões, o trabalho era permanente segundo me contam devido às misteriosas àguas.
Trabalho duro, raramente reconhecido em terra.
No casario do Sines acho que era o Cascão (não a ferrugem mas o personagem que trazia sempre uma nuvem à sua volta) e não Charlie Brown.
Venham elas

Malheiro do Vale said...

Olá Miguel,

No mastro à proa (os famosos cornos) que não é mais que um suporte para os vent risers, consegues ver que a estrutura é mais "grossa" que no Galp Sines pois leva 4 encanamentos que permitem também a segregação dos gases (de produtos segregados). Estes encanamentos são também visíveis na antepara do paiol de vante. O Galp Sines não tem, e por isso a estrutura dos "cornos" é mais fina.

A outra diferença é nos manifolds de carga. O Galp Sines tem 3 linhas de carga enquanto que o Galp Leixões tem 4, apesar da nº4, por não estar associada a nenhuma bomba, só servir para carregar e não descarregar (a não ser que se coloque um "U" no bordo oposto, mas isso já são técnicas avançadas...).

Quanto à mascote, continuo a achar que era o Charlie Brown, mas pode ser que apareça alguma fotografia...
Já agora, não me lembro se chegaste a acabar a mascote do Galp Funchal (era o Dumbo?).

Abraço,

Daniel

LUIS MIGUEL CORREIA said...

Mais importante que as diferenças entre os dois navios, seria alguém explicar o actual processo de emagrecimento da Sacor Marítima. Para seguir os passos da Soponata? Deixar a frota toda atingir o limite de idade ao mesmo tempo? E Viana do Castelo continua apta a fazer novos GALPs...
Navios tanques precisam-se... É uma situação de gravíssima inconci~encia nacional...
Acerca do GALP LEIXÕES, hámuitos anos andei lá, num camarote de praticante que tresandava a gasóleo. Aquilo colava-se á pele e mesmo depois de desembarcar, o perfume permaneceu. Gostava de ambos os irmãos, assisti à sua construção, assim como conhecoi bem e fotografei a geração anterior de navios da SM... O ROCAS e o ANGOL ainda foram para a Grécia e não hámuitos anos cruzei-me com o antigo ANGOL no Egeu...
Custa sempre a engolir ver os nossos navios nas mãos dos outros...

Malheiro do Vale said...

É de facto uma situação incompreensível a decadência da Sacor Marítima... lucros fabulosos ano após ano, tráfego semi-protegido, know-how acumulado ao longo de décadas...
Cada vez que vou manobrar uma das novas construções (tanques) para a Finlândia, França ou Espanha aos ENVC, não deixo de me perguntar onde é que estão os novos Galps há tantos anos prometidos...